Moedas Sociais e Moedas Criativas

Moedas Sociais são moedas não-oficiais, utilizadas por um certo grupo, como um clube, ou por participantes de eventos, geralmente para troca de serviços ou produtos.

História

moeda social surge na economia solidária como alternativa ao escambo, e possui características próprias. É considerada um instrumento de desenvolvimento local, destinada a beneficiar o mercado de trabalho dos grupos que participam da economia da localidade. Seu uso é restrito, e a sua circulação beneficia a redistribuição dos recursos na esfera da própria comunidade. O aumento da quantidade de moeda social corresponde ao aumento das transações realizadas pelos participantes da economia local. Sempre observando o lastro (para cada moeda social uma moeda oficial do mesmo valor).

Sua criação se inspira nos conceitos da economia solidária de articulação e trocas da economia, na produção e comercialização de produtos que vai além da lógica capitalista, por beneficiar a comunidade local e trazer desenvolvimento. A moeda social, por sua circulação restrita, auxilia a diminuir o poder centralizador da economia capitalista globalizada, e promove a inclusão social.

 

Extraído de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Moeda_social

 

Além do real, Brasil tem 103 moedas sociais em circulação

 

18/06/2013

Palma, Santana, Maracanã, Par, Terra, Ita, Semear, Ribeirinho, Sol, Cajueiro… Estas são algumas das 103 moedas sociais locais circulantes existentes no Brasil, conforme dados da Secretaria Nacional de Economia Solidária, ligada ao Ministério do Trabalho. Complementares ao real, as moedas sociais são criadas por bancos comunitários com o objetivo de fazer com que a riqueza circule na própria comunidade, ampliando o poder de comercialização do território, por meio do estímulo ao consumo local, gerando trabalho e renda.

 

Segundo dados da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, em 2012 estava circulando no Brasil o valor de 500 mil em moedas sociais, com uma estimativa de 350 mil pessoas utilizando-as. Já o lastro é em real. Além disso, nas comunidades em que há moedas sociais, elas são aceitas como pagamento pela grande maioria dos estabelecimentos comerciais. Outra prática bastante comum é conceder desconto para quem compra com moeda social para incentivar o seu uso.

 

No Conjunto Palmeiras, bairro de Fortaleza, foi criado o primeiro banco comunitário do País, o Banco Palmas, e também a primeira moeda social, a Palma. No bairro de cerca de 30 mil habitantes, há 260 empreendimentos cadastrados para aceitar a Palma, e a média de desconto para quem compra com ela é de 5%. Segundo o coordenador de crédito e inovação do Banco Palmas, Ansier Ansorena, a adesão de comerciantes e produtores locais é grande desde o início, e isso ocorre, principalmente, por se tratar de uma iniciativa dos próprios moradores para melhorar a comunidade.

 

“Os moradores podem comprar com desconto, os comerciantes têm um aumento de vendas, e isso faz com que haja uma maior geração de emprego e renda na comunidade, o que é bom para todos”, explica Ansorena. Para ele, a consciência de que é uma ação para o benefício de todos é fundamental para o bom funcionamento de qualquer banco social. Isso pode ser atestado pela taxa de inadimplência nos empréstimos do Banco Palmas, que é quase nula.

 

Início das Palmas

 

O Banco Palmas foi criado em janeiro de 1998 e a moeda Palma em janeiro de 2001. No entanto, a história do banco e de sua moeda remete a 1973, quando começaram a chegar ao Conjunto Palmeiras seus primeiros moradores, em sua maioria, despejados de áreas litorâneas de Fortaleza. O bairro foi construído de forma desordenada, e sua estruturação só teve início com a fundação da Associação dos Moradores do Conjunto Palmeiras, em 1981. O objetivo da associação era organizar as famílias e buscar melhores condições de vida.

 

Na década de 90, os moradores do Conjunto Palmeiras haviam conquistado melhorias significativas na infraestrutura do bairro. No entanto, mesmo contando com rede de saneamento básico, água tratada, energia elétrica, escolas e outros serviços públicos, a situação ainda era ruim. Uma pesquisa realizada em 1997 constatou que 90% da população economicamente ativa tinha renda familiar abaixo de dois salários mínimos; 80% estava desempregada, e apenas 20% da renda dos moradores era investida no comércio local.

 

Assim, em janeiro do ano seguinte, após mais de 90 reuniões realizadas para debater possíveis soluções, a associação de moradores criou o Banco Palmas e implantou uma rede de solidariedade entre produtores e consumidores. O objetivo era garantir micro-créditos para produção e consumo local, sem a necessidade de comprovação de renda, e a garantia sendo dada pelos vizinhos, que atestavam se a pessoa era responsável ou não.

 

Hoje, 15 anos depois, não há dúvidas de que a iniciativa foi bem-sucedida: cerca de 90% da riqueza gerada no bairro é reinvestida no comércio local, e nos três primeiros meses deste ano o valor movimentado em Palmas foi de 42,5 mil. Além dos serviços monetários prestados pelo Banco Palmas, são realizados na comunidade cursos de educação financeira e pedagógica e de capacitação profissional, além de consultoria para outros bancos comunitários da região.

Extraído de:

http://economia.terra.com.br/operacoes-cambiais/operacoes-empresariais/alem-do-real-brasil-tem-103-moedas-sociais-em-circulacao,4955b8356e35f310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

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